Análise Comportamental da Timidez




Timidez? Fobia Social?

- O que é a timidez?
Qualidade de tímido, que “tem” temor, receoso, acanhado, frouxo.

CID-10 e DSM-IV: Fobia social: ansiedade clinicamente significativa provocada pela exposição a certos tipos de situações sociais ou de desempenho, freqüentemente levando ao comportamento de esquiva.
“Medo excessivo associado à necessidade de evitar situações em que o indivíduo possa ser observado ou avaliado pelos outros, pelo temor de se comportar de modo embaraçoso ou humilhante.” (Gentil Filho et al. in Louzã Neto, 1995)

Transtorno de Ansiedade Social?

“Consideramos o termo não classificado nos manuais de diagnóstico, Ansiedade Social, oportuno e adequado exatamente para essas pessoas “tímidas”, mas que, apesar de continuarem levando avante sua vida social, o fazem às custas de grande sofrimento, de somatizações, de estresse continuado, depressão, esgotamento emocional e assim por diante. A timidez, dentro do âmbito científico, constitui um termo ambíguo e pouco diferenciado de outros (tais como introversão, inibição comportamental, etc.) e pode ser definida como a tendência a evitar interações sociais e a fracassar à hora de participar apropriadamente em situações sociais” (Ballone, 2001)


Contingências para a timidez

a) restrições de oportunidades de experiências em diferentes grupos culturais devido à pobreza (Luthar & Zigler, 1991) ou a normas e valores da subcultura grupal (grupos fechados) que dificultam os contatos sociais).

b) relações familiares empobrecidas, com pais agressivos ou pouco empáticos que fornecem modelos inapropriados de interações (Eisenberg et al., 1991);

c) * Inteligência rebaixada e dificuldades para resolver problemas (Arón & Milicic, 1994);

d) práticas parentais que premiam dependência e obediência e que punem ou restringem iniciativas de contato social pela criança (Del Prette & Del Prette, 2001).

- Comportamento é a interação entre organismo e meio-ambiente, resultante das variáveis:

filogenéticas (i);
ontogenéticas (ii) e
culturais (iii).

- Ausência da aprendizagem de habilidades sociais e Punição.

“Há uma abordagem que supõe que o desempenho socialmente incompetente ocorre devido à ausência ou a déficits nos componentes verbais e não verbais nele requeridos. Muitas pessoas apresentam déficits de comportamento social competente porque simplesmente não aprenderam os comportamentos sociais adequados.” (Eisler, Miller & Hersen, 1973).

"Os homens agem sobre o mundo, modificam-no e, por sua vez, são modificados pelas conseqüências de sua ação.” (Skinner, 1957)

Treino de Habilidades Sociais (THS):


• reformulação de conceito;
• relaxamento progressivo;
• dessensibilização sistemática;
• ensaio comportamental;

O processo da mudança

“Um terapeuta comportamental ensina o cliente a não reagir a pessoas como se elas fossem choques. Começando a uma distância que não evoca a fuga, o cliente aprende gradualmente a se aproximar de pessoas. À medida que cada passo não traz choque, ambos, a esquiva e os sinais de perturbação interna, tornam-se mais fracos. Finalmente, a pessoa se torna capaz de engajar-se em atividades sociais cada vez mais complexas. Agora, as características positivas da interação social podem começar a tomar o lugar, fortalecendo a aproximação, enquanto a esquiva diminui. Finalmente, as reações fóbicas desaparecem.” (Sidman, 1995).

Abordagem do terapeuta

- Postura assertiva;

- Postura de aceitação incondicional (audiência não-punitiva);
- Muita atenção aos CCRs (alta densidade de reforço);
- AT (acompanhamento terapêutico);
- Modelo triádico (agentes contingenciadores).


Psic. Fábio Augusto Caló
InPA - Instituto de Psicologia Aplicada
www.inpaonline.com.br (Texto completo entre outros no site)


Postado por Ítalo Sobrinho

Um comentário:

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